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7 de mai. de 2012

Criança ainda


Celebrando a boa infância. =D

Retorno à velha infância
Meus olhos de criança
A alegria e a fantasia
Cantos carregados de esperança

A magia dos sorrisos
A feliz e simples vida
Os belos pensamentos lisos
Afastada da sociedade abalada

Viajo na voz da raiz
Mergulho nas palavras das sábias
Mães que me levam de encontro da matriz
Aquela que, na origem, me amava

Das guerras, não sei nem os nomes
Das tristezas, nem a canção
Só sei as belas histórias aos montes
E da minha vida, sou uma criação

Amo vossos corações, mesmo que não amem o meu.
Uli Teffann


30 de abr. de 2012

Apenas bagaço


Desabafos de uma alma só por horas, mas sempre acompanhada, vivente na contradição.

Silêncio, breves momentos
Em lentos movimentos
As mãos serenas, quentes
No papel passa frutos das mentes

A leve chuva nas janelas
Molha os meus sentimentos
Os pingos apagam as velas
Da esperança dos bons momentos

Só me resta a cera derretida
Agonia espalhada no vão da solidão
O calor das saudades esvai-se, caída
Fica minha vida no frio chão

Dos sorrisos, as marcas no rosto
Das danças de alegria, o cansaço
Das lindas fantasias, o papel amassado
Da minha vida, eu, em pífio bagaço

Amo vossos corações, mesmo que não amem o meu.
Uli Teffann


6 de mar. de 2012

Castelo de dor

Na realeza, contemplo a ostentação do poderio e da beleza
A feiúra de tais palácios nem poderia chegar a alcaide
Maravilhas habitam a maligna morada da rainha poderosa
Formada do sofrer de muitos, por sua honrosa lealdade

Janelas que revelam da alma a escuridão e perversidade
Jardins negros que em sua lisura e brilhante forma longa
Revelam a má escravidão que daquele reino faz sua cidade
A base larga e branca do castelo, por muito se prolonga

Sólidas torres de pedras e ouro de muitos tiraram o alimento
Os poços da nobreza, as águas dos pobres do povo tomaram
Os vinhos que regaram as festas nobres custaram o suor e luto
Dos plebeus que nas vinhas se sacrificaram e os ricos roubaram

Os impostos levavam a esperança e a comida da criança
Os saques em nome dos altos, levavam de muitos toda a vida
Marcada por calos e sangue derramado na luta e perseverança
Daqueles que ansiavam um futuro melhor com tanta lida

Amo vossos corações, mesmo que não amem o meu.
Uli Teffann



5 de mar. de 2012

Valsais com minhas lágrimas?

Rimas simples, rimas pobres, apenas sentimentos e um papel. Não me aclamo como poeta e versejador, não me aclamo como artista das palavras, apenas quero tocar-lhes os corações com desabafos verdadeiros nos papéis que encontro...

Vem valsar com as lágrimas que estão comigo
Talvez no fim encontremos juntos a paz e a luz
Apega forte na minha mão e sinta segurança
Mesmo minhas tristezas traz perfume que seduz

Rodeias comigo no salão, mas seja bem próximo
Que nossos corações se sintam pulsando
Não desapegue por um segundo de minha mão
Pois talvez veja minhas lágrimas cessando...

Deixais que te conduza e te erga e te veja
Deixais que ouça sua respiração
Deixais que sinta tua pele e teus cabelos
Deixais que eu seja tua canção

Valsa comigo e com minhas lágrimas
Dai-me a esperança, mesmo que vã
De uma vida com sentido e amor
Onde haja fim nas minhas lástimas...

Amo vossos corações, mesmo que não amem o meu.
Uli Teffann

23 de fev. de 2012

Rumores e voltas...

Apenas deixei que minha alma versasse com rimas pobres e sentimentos ricos. Apenas permiti que minha alma cantasse...

Sejais bem vindos a bailar com minha alma
Mas fujais quando a derrota dela vos seguir
Encostais vossas faces em minha
E deixe no baile vossas forças extinguir.

Mas prometo-lhes os mil sorrisos
Também prometo-lhes mil canções
Antes de restar apenas os vestígios
Da tortuosa fuga sem razões

Sabeis que ouvirei de longe os rumores
Atenta-me-ei em todas as ações
Impedindo que esqueçais nossos amores
Voltando a queimar em vossos corações.

Amo vossos corações, mesmo que não amem o meu.
Uli Teffann


15 de fev. de 2012

Simples e Extravagante

"Canto coisas simples, que alguém me contou
Canto a beleza que o olhar notou
Canto o que eu não via e o que pra mim se revelou
Canto a alegria, sei pra onde vou
Canto a esperança que não morre,
A paz que sinto no meu coração."

Estava pensando sobre o ser humano que tende a sempre complicar as coisas. Deixando de lado a simplicidade do amor, do olhar o pôr-do-sol... Vejo e ouço cada vez mais as pessoas gritarem com seus olhos, palavras e ações a frase: "Onde está o amor?". E, sabe, não encontro esse amor que necessitamos, não encontro a simplicidade, encontro apenas seres que querem gerar mais complicações, tristezas e mágoas com suas manias de cobrar aquilo que é desnescessário, meras burocracias e demagogias vazias...

Ahhh! Como eu queria que as pessoas parassem mais para ouvir os pássaros, parassem mais para saborear o chocolate, parassem mais para dizer "eu te amo", parassem mais para caçar borboletas(kkk).... e ser mais simples, mais leves, mais livres...  Pois a maior extravagância e liberdade que um ser pode achar é na simplicidade mais pura. 


"Vivo a eternidade no meu dia-a-dia
Imagine você a beleza do lindo lugar
Ouve só as lindas cantigas que soam por lá
Quem vive na esperança não perde por esperar
Eu não te contei com palavras
Eu não saberia explicar
A imaginação ganhou asas
Segredo a se revelar
Eu não te falei teoria
Eu quis viver pra mostrar
A minha maior alegria
Que eu possa te encontrar
No céu"




Como voeiiii... Mas espero que tenham me entendido, sei que ficou bem intimista esta postagem, mas creio que os textos que marcam são intimistas, e o que escrevo não é com obejtivo de ser descartável, mas de ser marcante.


Amo vossos corações, mesmo que não amem o meu.
Uli Teffann